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Gilcimar Costa dos Santos

School IconEscola Ernestina Pereira Maia
História
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A Civilização Grega: Origens, Organização e Expansão
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A Ascensão dos Regimes Totalitários
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O Iluminismo e as independências nas Américas
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Rotas da Seda
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Os Incas
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Civilizações Mesoamericanas
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Flashcards
Flashcards: Os maias Na Mesoamérica, os maias, descendentes de povos caçadores-coletores nômades, começaram a formar pequenas vilas na Península de Iucatã (no território correspondente ao dos atuais México, Honduras e Belize e da atual Guatemala). Os primeiros vestígios da presença deles nesses locais datam de aproximadamente 1000 a.C. Eles realizavam trocas comerciais com outros povos da região, como os olmecas e os zapotecas. No entanto, por volta do ano 1000 d.C., os maias entraram em declínio. Entre as mais importantes cidades maias estavam Tikal (no território correspondente ao da atual Guatemala), Palenque e Chichén Itzá (no território correspondente ao do atual México). Elas não formavam um império unificado: cada uma mantinha governo, exército e justiça independentes; por isso, são consideradas cidades-Estado. Alternavam-se períodos de guerra e de alianças entre elas. Os maias realizavam comércio de longa distância com outros povos, como os tainos, no Caribe, e os habitantes de Teotihuacán, uma gigantesca cidade na região central do atual México. Eles trabalhavam ainda na domesticação de abelhas, para a obtenção do mel, e de perus, utilizados como alimento. Os maias também se dedicavam à agricultura, que era sua base econômica. Suas principais atividades agrícolas estavam relacionadas ao cultivo de milho, além de cacau, algodão, tomate, abóbora, feijão, pimenta e batata. O sistema de cultivo prevalente era o de coivara, que consistia na derrubada e queima da vegetação original, para em seguida realizar a semeadura. Eles também dominavam técnicas de irrigação, drenagem de pântanos e cultivo em terraços. Outra prática muito empregada por eles era a milpa, que consistia no plantio simultâneo de milho, feijão e abóbora na mesma área. Com base em observações astronômicas, os maias compreenderam os ciclos do Sol, da Lua e do planeta Vênus, bem como os eclipses solares e lunares, e desenvolveram calendários destinados à agricultura e a atividades religiosas. Dois desses calendários se destacaram: um calendário solar, dividido em 365 dias, e um calendário astrológico, dividido em 260 dias, que indicava os dias mais propícios para a realização de algumas atividades. Cabia aos sacerdotes analisá-los para determinar os melhores períodos para preparar a terra, plantar e colher. Os maias eram politeístas e praticavam sacrifícios humanos. Esse é um dos assuntos mais polêmicos relacionados ao universo cultural indígena mesoamericano. A prática estava ligada à concepção de um mundo instável e constantemente ameaçado. Eles acreditavam que precisavam oferecer sangue humano ao Sol para que este prosseguisse sua marcha e as trevas não caíssem definitivamente sobre o mundo, paralisando a vida no universo. Diretamente relacionado ao universo religioso e simbólico dos maias, o sacrifício era entendido como um dever sagrado em relação ao Sol e uma necessidade para o bem coletivo. O declínio das cidades maias Múltiplos fatores contribuíram para o declínio das cidades maias, como o esgotamento dos recursos naturais e diversas guerras entre as cidades-Estado. O texto a seguir, do arqueólogo Claude-François Baudez, aborda esse assunto. Agora se sabe que se tratou menos de um colapso ou de um desaparecimento brutal do que de uma decadência cultural que durou todo um século; sabe-se também que não se pode atribuir essa decadência a uma só causa (terremoto, epidemia ou furacão) e que o fenômeno só pode ser entendido tendo em conta uma diversidade de fatores. A fragilidade dos solos tropicais, cuja recuperação exige a princípio longos períodos de descanso, somada à explosão demográfica [...], teve possivelmente como consequência desastres ecológicos. Diante da exaustão dos solos, da destruição dos bosques, da erosão, da espetacular diminuição do rendimento e depois de uma série de “maus anos” caracterizados pela seca, a região maia se encontrava à mercê de uma grave fome. A fragmentação política em cidades-Estado de todos os tamanhos constituía não só uma fonte permanente de conflitos, como também, em tempos de paz, uma incitação a competir em suntuosidade com os vizinhos. Para demonstrar seu poderio, o rei tinha que impulsionar projetos cada vez maiores, mais altos e mais ricos; os gastos suntuosos contribuíram para a ruína da cidade, ampliando a distância entre a elite e a massa camponesa. O fracasso final da civilização maia mostra quão frágeis eram suas bases e quão limitadas eram suas faculdades de adaptação. Os primeiros desastres provocaram reações em cadeia – interrupção das redes comerciais, levantes, guerras e invasões de povos vizinhos – que contribuíram para acelerar o processo de fragmentação. Os astecas Os astecas, nome mais convencional dado aos mexicas (como eles próprios se chamavam), desenvolveram sua civilização séculos depois do início do declínio das cidades maias. Enquanto os maias habitavam locais entre o centro e o sul da Mesoamérica, os astecas viviam entre o centro e o norte dessa região. De acordo com seus relatos, eles habitavam inicialmente um local chamado Aztlán, de onde migraram para outros lugares até chegar, muito tempo depois, à região central do México. Lá, estabeleceram-se em uma pequena ilha no centro do Lago Texcoco. Esse foi o núcleo do que seria a cidade de Tenochtitlán. O trecho a seguir aborda o mito asteca de fundação dessa cidade. Segundo as lendas da tradição asteca, a escolha do local de fundação da cidade foi determinada por uma profecia do deus Colibri-Azul [Huitzilopochtli]. Dizia o deus que os astecas receberiam um sinal quando encontrassem o local ideal para a fundação de sua cidade. O sinal esperado era uma águia pousada num cacto sobre uma rocha, trazendo em seu bico uma serpente, e teria sido encontrado no centro do Lago Texcoco, onde fundaram Tenochtitlán – que quer dizer “rocha de cactos”. HUMBERG, Flávia Ricca; NEVES, Ana Maria Bergamin. Os povos da América: dos primeiros habitantes às primeiras civilizações urbanas. São Paulo: Atual, 1996. p. 64. O pequeno povoado, inicialmente muito pobre e militarmente fraco, recebeu forte influência de grupos que já habitavam a região, como o dos toltecas, passando a adotar costumes e deuses comuns na Mesoamérica. Por volta do ano 1500, Tenochtitlán era uma das maiores cidades do mundo. Estima-se que moravam lá de 500 mil a 1 milhão de pessoas, número que ultrapassava em muito o das maiores cidades da Europa da época. Conforme Tenochtitlán crescia em população e força, os astecas passaram a exercer influência sobre muitos povos vizinhos. Ao se aliar a cidades próximas, Tenochtitlán se tornou capital de uma poderosa confederação, chamada pelos historiadores de Confederação Mexica ou Império Asteca. Politicamente, os astecas eram governados por um tlatoani (“aquele que fala”, em náuatle, língua dos astecas), que possuía muitos poderes. Os povos submetidos ao império eram obrigados a pagar tributos na forma de penas raras, pedras e metais preciosos, produtos agrícolas e, por vezes, até prisioneiros para os sacrifícios. Assim como os maias, os astecas realizavam sacrifícios em rituais religiosos. De acordo com um de seus mitos de criação, alguns deuses se sacrificaram para que o Sol se movimentasse e a vida pudesse seguir seu curso. Assim, os seres humanos deveriam repetir essa ação, fornecendo sacrifícios para que a vida e o mundo não terminassem. Ser oferecido em sacrifício normalmente era considerado honra, e os prisioneiros eram bem tratados antes de ser executados nos rituais. Conhecimentos astecas Como outros povos indígenas agricultores mesoamericanos, os astecas alimentavam-se essencialmente de milho, feijão, abóbora, pimenta e frutas, mas também faziam parte de sua dieta peixes, crustáceos e insetos aquáticos. Eles cultivavam hortaliças e flores e domesticavam cachorros, perus e patos. Para a prática agrícola, construíram aquedutos por meio dos quais levavam água até as áreas de vales para irrigar as plantações. Além de utilizar até as encostas das montanhas para plantar, os astecas elaboraram um sistema de cultivo conhecido como chinampas, que eram “canteiros flutuantes” construídos sobre lagos. Os astecas demarcavam os locais com estacas e junco, e formavam os canteiros com terra, lodo e vegetação aquática, possibilitando a ampliação de áreas agricultáveis e a diminuição da necessidade de água da chuva para irrigação. Para realizar esse trabalho, eram necessárias muitas pessoas. Os calendários astecas eram semelhantes aos dos maias. Para os astecas, de 52 em 52 anos, o mundo cumpria um ciclo e se renovava. O ano do calendário solar era formado por 365 dias. O Tonalponalli, outro calendário, apresentava treze números e vinte signos, e era interpretado por sacerdotes quando as pessoas nasciam e, supostamente, determinava o destino dos indivíduos. Os astecas também desenvolveram a chamada guerra florida. Seu objetivo era demonstrar coragem e capturar os oponentes com vida para oferecê-los aos deuses em sacrifício. Avançando em ordem e com demonstrações individuais de força e bravura, eles consideravam uma desonra atacar o adversário sem antes avisá-lo com sons de instrumentos. A guerra terminava quando o templo central da cidade atacada fosse atingido.
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As Civilizações Maia e Asteca na Mesoamérica
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Palavras cruzadas
Civilizações Mesoamericanas: Maias e Astecas
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