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A Crônica: Definição, Características e Produção

Este plano de aula visa guiar os alunos na compreensão, diferenciação e produção de crônicas, explorando suas características e aplicando o aprendizado em atividades práticas.

BNCC: [EF35LP01], [EF35LP02], [EF35LP03], [EF35LP04], [EF35LP05], [EF35LP06]

Objetivos (5 minutos)

  1. Compreensão e Identificação da Crônica: O professor deve guiar os alunos para que compreendam o que é uma crônica, identificando suas características principais, tais como: narrativa curta, tom geralmente humorístico ou reflexivo, e a presença de um autor que se posiciona como observador da realidade.

  2. Diferenciação da Crônica de Outros Gêneros Textuais: É fundamental que os alunos aprendam a distinguir a crônica de outros gêneros textuais, como a notícia, a fábula e o conto. O professor deve esclarecer que, embora todos esses gêneros compartilhem a presença de um enredo e de personagens, a crônica se destaca pela sua estrutura flexível e pela ênfase em aspectos cotidianos e particulares.

  3. Produção de Crônicas: Por fim, os alunos devem ser incentivados a produzir suas próprias crônicas, aplicando o conhecimento adquirido sobre o gênero. O professor deve orientar os alunos a escolherem um tema do cotidiano, observarem atentamente as situações e as pessoas envolvidas, e, em seguida, expressarem suas reflexões e percepções de forma criativa e articulada.

Objetivos secundários:

  • Desenvolvimento da Escrita Criativa: Ao produzir suas próprias crônicas, os alunos terão a oportunidade de exercitar a escrita criativa, explorando diferentes formas de expressão e ampliando seu vocabulário.

  • Estimulação da Leitura Crítica: Ao ler e analisar crônicas de outros autores, os alunos serão incentivados a desenvolver uma postura crítica em relação aos textos, aprendendo a identificar as intenções do autor e as estratégias utilizadas para comunicar suas ideias.

  • Valorização da Expressão Oral e Escrita: Através da discussão em sala de aula e da apresentação de suas crônicas, os alunos terão a oportunidade de aprimorar suas habilidades de expressão oral e escrita, fundamental para o seu desenvolvimento acadêmico e pessoal.

Introdução (10 - 15 minutos)

  1. Revisão de Gêneros Textuais: O professor inicia a aula relembrando com os alunos sobre os diferentes gêneros textuais estudados anteriormente, como a notícia, a fábula e o conto. Esta revisão é importante para que os alunos possam perceber as diferenças e semelhanças entre esses gêneros e a crônica, que será o foco da aula.

  2. Situações-Problema: O professor propõe duas situações-problema para despertar o interesse dos alunos:

    • A primeira situação é a seguinte: "Imagine que você está em um parque e vê uma cena engraçada entre duas crianças. Como você contaria essa história para alguém que não estava lá?" Esta situação tem como objetivo fazer os alunos pensarem sobre a necessidade de contextualizar um fato e de transmitir uma mensagem de forma clara e envolvente, características presentes em uma crônica.

    • A segunda situação é: "Suponha que você tenha um amigo que está passando por um momento difícil e você quer ajudá-lo. Como você poderia escrever uma mensagem para ele, usando palavras que o confortem e o façam rir ao mesmo tempo?" Esta situação tem como objetivo fazer os alunos perceberem que a crônica, embora possa abordar temas sérios, geralmente o faz de maneira leve e humorística.

  3. Contextualização: O professor explica que a crônica é um gênero muito presente em jornais, revistas e blogs, e que ela pode ser usada para relatar acontecimentos do dia a dia, expressar opiniões, contar histórias engraçadas, entre outros. Além disso, o professor destaca que a habilidade de escrever crônicas pode ser muito útil em diversas situações, como na produção de textos para a escola, na comunicação com amigos e familiares, e até mesmo na expressão de opiniões e sentimentos.

  4. Curiosidades e Histórias Relacionadas: Para despertar ainda mais o interesse dos alunos, o professor pode contar algumas curiosidades sobre a crônica:

    • Uma curiosidade é que a crônica é um gênero muito antigo, que existe desde o século XIX. Ela surgiu como uma forma de relatar fatos de maneira rápida e prática, e foi se adaptando ao longo do tempo, incorporando novos estilos e temas.

    • Outra curiosidade é que muitos escritores famosos, como Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Rubem Braga, são conhecidos por suas crônicas. O professor pode destacar que, embora a crônica seja um gênero acessível, ela também pode ser uma forma de expressão muito sofisticada e poética.

  5. Transição para a Teoria: Após despertar o interesse dos alunos, o professor deve transitar para a teoria, explicando de forma clara e objetiva o que é a crônica, suas características e como ela se distingue de outros gêneros textuais. O professor deve reforçar que a crônica é um gênero muito rico e versátil, que permite uma ampla gama de expressões e abordagens.

Desenvolvimento (30 - 35 minutos)

1. Teoria (15 - 20 minutos)

  1. Definição de Crônica: O professor inicia a parte teórica da aula relembrando a definição de crônica, explicando que é um gênero textual que tem como característica principal a narração de fatos ou acontecimentos, geralmente do cotidiano, de maneira breve, pessoal e subjetiva. O professor deve ressaltar que a crônica é um gênero muito específico, que se distingue de outros gêneros narrativos, como a notícia, a fábula e o conto, pela sua estrutura flexível e pela ênfase em aspectos cotidianos e particulares.

  2. Características da Crônica: O professor deve, então, detalhar as características da crônica, explicando que:

    • Narrativa Curta: A crônica é uma narrativa breve, que geralmente não ultrapassa uma página. O professor deve ressaltar que, devido à sua brevidade, a crônica exige do autor uma seleção cuidadosa dos fatos e eventos a serem narrados, bem como uma habilidade para condensar e sintetizar informações.

    • Tom Pessoal e Subjetivo: O professor deve explicar que, na crônica, o autor se posiciona como observador da realidade, expressando suas próprias opiniões, reflexões e sentimentos sobre os fatos narrados. O professor deve enfatizar que a crônica não tem a pretensão de ser objetiva ou imparcial, mas sim de apresentar uma visão particular e subjetiva dos acontecimentos.

    • Estrutura Flexível: O professor deve explicar que a crônica não tem uma estrutura fixa, podendo apresentar introdução, desenvolvimento e conclusão, ou não. O importante é que a crônica tenha um enredo, personagens e um contexto, que são elementos essenciais para a compreensão e apreciação do texto.

  3. Diferenciação da Crônica de Outros Gêneros Textuais: O professor deve, então, reforçar a diferença entre a crônica e outros gêneros textuais, como a notícia, a fábula e o conto. O professor deve explicar que, embora todos esses gêneros compartilhem a presença de um enredo e de personagens, a crônica se destaca pela sua estrutura flexível e pela ênfase em aspectos cotidianos e particulares. O professor deve, ainda, apresentar exemplos de crônicas para que os alunos possam identificar essas características na prática.

  4. Exemplos de Crônicas: O professor, então, deve apresentar alguns exemplos de crônicas, de preferência escritas por autores conhecidos, para que os alunos possam ter uma ideia mais clara de como esse gênero se apresenta. O professor deve, ainda, ler alguns trechos das crônicas em voz alta, enfatizando a entonação e a expressividade, para que os alunos possam perceber a importância do ritmo e do tom na leitura e na escrita de crônicas.

  5. Produção de Crônicas: Por fim, o professor deve orientar os alunos sobre como produzir suas próprias crônicas. O professor deve explicar que, ao escrever uma crônica, os alunos devem escolher um tema do cotidiano, observar atentamente as situações e as pessoas envolvidas, e, em seguida, expressar suas reflexões e percepções de forma criativa e articulada. O professor deve, ainda, ressaltar a importância de revisar e editar o texto, para que ele fique claro, coerente e coeso.

2. Atividade Prática (15 - 20 minutos)

  1. Análise de Crônicas: O professor deve propor uma atividade de análise de crônicas, na qual os alunos, em grupos, receberão um conjunto de crônicas para ler e discutir. O professor deve orientar os alunos a observarem as características da crônica, que foram apresentadas na parte teórica, e a identificarem a intenção do autor, as estratégias utilizadas para comunicar suas ideias, e as possíveis mensagens e reflexões presentes no texto.

  2. Produção de Crônicas: Em seguida, o professor deve propor que os alunos, ainda em grupos, escrevam suas próprias crônicas, utilizando as orientações dadas na parte teórica. O professor deve circular pela sala, auxiliando os alunos, esclarecendo dúvidas e incentivando a criatividade e a expressão individual.

  3. Apresentação de Crônicas: Por fim, o professor deve organizar um momento de apresentação das crônicas produzidas pelos alunos. Cada grupo deve ler sua crônica para a classe, e os demais alunos devem prestar atenção, fazer perguntas e dar feedback construtivo. O professor deve aproveitar esse momento para reforçar os pontos positivos das crônicas apresentadas e para fazer sugestões de melhoria, se necessário.

Ao final da atividade, os alunos devem ter compreendido a natureza e as características da crônica, ter desenvolvido a habilidade de analisar crônicas de outros autores, e ter tido a oportunidade de expressar suas próprias ideias e sentimentos de forma criativa e articulada.

Retorno (10 - 15 minutos)

  1. Discussão em Grupo (5 - 7 minutos): O professor deve promover uma discussão em grupo, na qual os alunos terão a oportunidade de compartilhar suas experiências e reflexões sobre a atividade realizada. O professor pode fazer perguntas como: "O que vocês acharam mais difícil na produção de crônicas?", "Quais estratégias vocês utilizaram para expressar suas ideias de forma criativa?", "Vocês conseguiram identificar as características da crônica nas crônicas que analisaram?". O professor deve incentivar os alunos a expressarem suas opiniões e a respeitarem as ideias dos colegas, promovendo um ambiente de diálogo e aprendizado colaborativo.

  2. Conexão com a Teoria (3 - 5 minutos): O professor deve, então, retomar os principais pontos da teoria, fazendo conexões com a prática realizada. Por exemplo, o professor pode perguntar: "Como a atividade de produção de crônicas ajudou vocês a compreenderem melhor o que é uma crônica?", "Como a análise de crônicas de outros autores contribuiu para o aprimoramento de suas próprias crônicas?". O professor deve enfatizar que a prática de leitura e escrita de crônicas é fundamental para o Desenvolvimento de uma compreensão mais profunda e crítica desse gênero textual.

  3. Reflexão Final (2 - 3 minutos): O professor deve propor que os alunos reflitam, por um minuto, sobre as seguintes perguntas:

    • "Qual foi o conceito mais importante que você aprendeu hoje?"
    • "Quais questões ainda não foram respondidas?".

    Após a reflexão, o professor pode pedir que alguns alunos compartilhem suas respostas com a classe, promovendo um ambiente de respeito e valorização das diferentes perspectivas. O professor deve estar atento para esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir e para reforçar os conceitos mais importantes.

Ao final desta etapa, os alunos devem ter consolidado o conhecimento adquirido sobre a crônica, ter compreendido a importância da prática de leitura e escrita desse gênero textual, e ter desenvolvido habilidades de reflexão e autoavaliação, que são fundamentais para o seu processo de aprendizagem.

Conclusão (5 - 10 minutos)

  1. Resumo da Aula (2 - 3 minutos): O professor deve começar a Conclusão resumindo os principais pontos abordados durante a aula. Ele deve relembrar a definição de crônica, suas características distintivas e a diferença entre crônica e outros gêneros textuais. O professor pode fazer um breve resumo das atividades práticas realizadas, destacando os pontos mais relevantes e as principais aprendizagens dos alunos.

  2. Conexão entre Teoria, Prática e Aplicações (1 - 2 minutos): Em seguida, o professor deve explicar como a aula conectou a teoria, a prática e as aplicações. Ele pode destacar que, ao aprender sobre a crônica, os alunos não apenas adquiriram conhecimento teórico, mas também desenvolveram habilidades práticas, como a capacidade de analisar e produzir crônicas. Além disso, o professor pode ressaltar que a habilidade de escrever crônicas pode ser aplicada em diversas situações do cotidiano, como na comunicação com amigos e familiares, na produção de textos para a escola, e até mesmo na expressão de opiniões e sentimentos.

  3. Materiais Complementares (1 - 2 minutos): O professor deve, então, sugerir alguns materiais complementares para que os alunos possam aprofundar seu conhecimento sobre a crônica. Ele pode indicar livros de crônicas, como "Crônicas de um Mundo Antigo", de Rubem Braga, e "As Crônicas de Nárnia", de C.S. Lewis, bem como sites e blogs que publicam crônicas regularmente. O professor pode, ainda, sugerir que os alunos pratiquem a leitura e a escrita de crônicas em seus diários, aproveitando as situações do cotidiano para refletir e expressar suas ideias de forma criativa.

  4. Importância do Assunto (1 - 2 minutos): Por fim, o professor deve ressaltar a importância do estudo da crônica para o Desenvolvimento acadêmico e pessoal dos alunos. Ele pode enfatizar que a crônica, por ser um gênero muito presente em jornais, revistas e blogs, é uma ferramenta importante para a compreensão e análise de textos jornalísticos e literários. Além disso, o professor pode destacar que a habilidade de escrever crônicas pode ajudar os alunos a expressarem suas ideias e sentimentos de forma mais clara e articulada, o que é fundamental para o seu sucesso acadêmico e profissional.

Ao final desta etapa, os alunos devem ter uma compreensão clara e consolidada do que é a crônica, de suas características e de sua importância. Eles devem estar motivados a continuar explorando esse gênero textual, seja através da leitura de crônicas de outros autores, seja através da produção de suas próprias crônicas.


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