Resumo sobre Relatório: Como preparar uma fala sobre o trabalho "O diário íntimo: escrevendo sobre si e o cotidiano"
A obra didática "O diário íntimo: escrevendo sobre si e o cotidiano" foi desenvolvida para promover a leitura e escrita do gênero diário íntimo com alunos do 6º ano, valorizando suas experiências pessoais e emocionais. O foco está em estimular a expressão subjetiva, a reflexão sobre o cotidiano e o desenvolvimento da autoria. A proposta está alinhada às diretrizes da BNCC e às ideias de Paulo Freire sobre o protagonismo do estudante na construção do conhecimento.
Justificativa do trabalho
- A proposta surgiu do estágio supervisionado em Língua Portuguesa, com base em atividades realizadas com alunos do 6º ano.
- O gênero diário íntimo foi escolhido por permitir a escrita subjetiva, a reflexão pessoal e o desenvolvimento da autoria.
- A BNCC destaca a importância de práticas de linguagem em contextos reais, favorecendo a expressão e compreensão do mundo.
- Paulo Freire reforça que o ensino deve possibilitar ao aluno construir seu próprio saber e se reconhecer como sujeito.
- O trabalho com o diário favorece competências relacionadas à linguagem, sensibilidade e construção da identidade.
Descrição da obra didática
- A sequência didática foi planejada para três aulas de 50 minutos, seguindo a proposta de Dolz e Schneuwly sobre gêneros textuais.
- Público-alvo: alunos do 6º ano do Ensino Fundamental.
- Recursos: slides, quadro, trechos do Diário de Myriam Rawick, imagens, cadernos e questionários.
- Aula 1: Apresentação do gênero diário íntimo, suas características, estrutura, linguagem e função, com leitura e análise de trechos.
- Aula 2: Reflexão sobre o cotidiano e escrita de si, comparação de realidades e elaboração de listas de momentos significativos.
- Aula 3: Produção textual dos alunos, com roteiro para orientar a escrita do diário, e compartilhamento dos textos na turma.

Reflexão sobre a atividade elaborada
- A sequência despertou interesse e envolvimento dos alunos, que se reconheceram nas situações apresentadas.
- A leitura dos diários de Myriam Rawick e Anne Frank sensibilizou para temas como paz, empatia e liberdade de expressão.
- Os alunos valorizaram o cotidiano, relatando situações simples com significado afetivo e social.
- O trabalho integrou linguagens verbais, visuais e pessoais, promovendo uma aprendizagem significativa e multiletrada.
- O professor atuou como mediador, incentivando a autonomia e o protagonismo dos estudantes na construção do saber.
- A atividade contribuiu para o desenvolvimento linguístico, discursivo, afetivo e social dos alunos, reforçando a importância da prática reflexiva no ensino de Língua Portuguesa.
Considerações finais
Este trabalho destaca a importância do gênero diário íntimo para aproximar a escrita das vivências pessoais dos alunos, promovendo uma aprendizagem significativa e humanizada. A proposta valoriza o protagonismo estudantil, a reflexão sobre o cotidiano e o desenvolvimento da autoria, alinhando-se às orientações da BNCC e às teorias pedagógicas contemporâneas. O ensino de Língua Portuguesa, assim, torna-se um espaço para expressar emoções, construir identidade e compreender o mundo de forma crítica e criativa.