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Período Regencial e Segundo Reinado: Política e Economia

O texto aborda o Período Regencial, marcado por instabilidade política e revoltas, e o Segundo Reinado, com D. Pedro II, que trouxe estabilidade, desenvolvimento econômico e a gradual abolição da escravidão.

Sumário do Período Regencial e Segundo Reinado: Política e Economia

O Período Regencial (1831-1840) foi uma fase de transição e intensas disputas políticas no Brasil, marcada por revoltas e pela ausência de um monarca no poder. O Segundo Reinado (1840-1889), sob D. Pedro II, representou um período de estabilidade política, desenvolvimento econômico e transformações sociais, como a gradual abolição da escravidão.

Período Regencial: Reajuste Político no Império

  • Contexto: Após a abdicação de D. Pedro I em 1831, o Brasil foi governado por regentes, pois o herdeiro do trono, D. Pedro II, era menor de idade [i]. Esse período foi marcado por instabilidade política e social [i].

  • Partidos Políticos:

    • Partido Liberal Moderado: Defendia a monarquia constitucional e a moderação política [i].

    • Partido Restaurador (Caramurus): Buscava a volta de D. Pedro I ao trono [i]. Com a morte de D. Pedro I, transformou-se no Partido Regressista, de caráter conservador [i].

    • Partido Liberal Exaltado (Farroupilhas): Defendia maior autonomia para as províncias e reformas sociais [i].

  • Regências:

    • Regência Trina Provisória (1831): Formada por Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de Campos e João Bráulio Muniz [i].

    • Regência Trina Permanente (1831-1834): Composta por José da Costa Carvalho, João Bráulio Muniz e novamente Nicolau Pereira de Campos Vergueiro [i].

    • Regência Una de Feijó (1835-1837): Diogo Antônio Feijó enfrentou forte oposição e revoltas [i].

    • Regência Una de Araújo Lima (1837-1840): Pedro de Araújo Lima, de caráter conservador, representou um retrocesso liberal [i].

  • Ato Adicional de 1834: Promoveu descentralização administrativa, criando assembleias legislativas nas províncias, mas também acirrou disputas políticas [i].

  • Revoltas Regenciais: Diversos levantes marcaram o período, refletindo tensões sociais e políticas [i]:

    • Revolta dos Malês (1835): Insurreição de escravos muçulmanos em Salvador [i].

    • Cabanagem (1835-1840): Revolta popular no Pará, motivada por questões sociais e políticas [i].

    • Sabinada (1837-1838): Movimento republicano na Bahia [i].

    • Balaiada (1838-1841): Revolta popular no Maranhão, envolvendo diferentes grupos sociais [i].

    • Guerra dos Farrapos (1835-1845): Longa revolta separatista no Rio Grande do Sul [i].

Segundo Reinado: Política e Economia

  • Ascensão de D. Pedro II: Com o Golpe da Maioridade em 1840, D. Pedro II assumiu o trono aos 14 anos, pondo fim ao Período Regencial [i].

    Image

  • Consolidação da Monarquia: D. Pedro II buscou estabilidade política e desenvolvimento econômico [i].

  • Sistema Parlamentarista:

    • Centralização: O poder moderador permitia ao Imperador controlar o poder executivo, indicando o presidente do Conselho de Ministros [i].

    • "Parlamentarismo às avessas": O Imperador tinha grande influência sobre o parlamento, diferente do sistema parlamentarista europeu [i].

  • Economia:

    • Café: Principal produto de exportação, impulsionando a economia brasileira [i].

    • Vale do Paraíba: Inicialmente, a produção cafeeira concentrou-se nessa região, utilizando mão de obra escrava [i].

    • Oeste Paulista: Expansão da cultura do café para o oeste paulista, com modernização e uso crescente de mão de obra imigrante [i].

    • Imigração: Incentivo à vinda de imigrantes europeus para trabalhar nas lavouras de café [i].

  • Abolição da Escravidão:

    • Pressão Internacional: A Inglaterra pressionava o Brasil a abolir a escravidão [i].

    • Leis Abolicionistas:

      • Lei Eusébio de Queirós (1850): Proibiu o tráfico negreiro [i].

      • Lei do Ventre Livre (1871): Considerava livres os filhos de escravos nascidos a partir daquela data [i].

      • Lei dos Sexagenários (1885): Libertava os escravos com mais de 60 anos [i].

      • Lei Áurea (1888): Aboliu a escravidão no Brasil [i].

  • Questão Fundiária:

    • Estrutura Fundiária Concentrada: A posse de terras no Brasil era concentrada nas mãos de poucos [i].

    • Lei de Terras (1850): Dificultou o acesso à terra por imigrantes e ex-escravos, favorecendo a manutenção da estrutura fundiária [i].

  • Revolução Praieira (1848-1849): Revolta liberal em Pernambuco, com caráter social e críticas à concentração de poder e terra [i].

Conclusão

O Período Regencial foi um momento de experimentação política e turbulência social, enquanto o Segundo Reinado representou um período de estabilidade e modernização, impulsionado pela economia cafeeira e marcado pela gradual abolição da escravidão. Ambos os períodos foram cruciais para a formação do Brasil como nação.


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