Sumário de Atuação Fisioterapêutica na Reabilitação Pós-Operatória de Tendinopatia Fibular
Este estudo de caso explora a reabilitação pós-operatória de tendinite fibular, uma condição inflamatória ou degenerativa dos tendões fibulares. A fisioterapia desempenha um papel crucial na recuperação, visando a retomada das atividades diárias, a funcionalidade e a redução de riscos. Este resumo aborda o problema da tendinite fibular, a metodologia empregada no estudo de caso, os resultados obtidos, a discussão sobre as intervenções fisioterapêuticas e as implicações para a prática clínica.
Problema e Justificativa
- A tendinite fibular afeta os tendões fibulares longo e curto, localizados na região lateral do tornozelo.
- Fatores de risco incluem atividades de alto impacto, calçados inadequados, instabilidade articular e traumas diretos.
- Lesões de tornozelo representam até 20% das consultas ortopédicas em populações ativas, com custos elevados devido a tratamentos prolongados.
- A reabilitação pós-operatória é crucial para minimizar recidivas e otimizar a funcionalidade.
Metodologia
- Estudo de caso de um paciente de 53 anos submetido à tenodese fibular após falha do tratamento conservador.
- Coleta de dados realizada na Clínica de Ensino e Pesquisa em Fisioterapia da Universidade Iguaçu durante 16 semanas.
- Materiais utilizados: goniômetro, escala visual analógica (EVA), dinamômetro manual, fita métrica, maca ortopédica, pesos livres, faixas elásticas, prancha de equilíbrio e bolas terapêuticas.
- Avaliação estruturada abrangendo diagnóstico médico, histórico, contexto social, sinais vitais, exame físico, diagnóstico fisioterapêutico, plano de tratamento e prognóstico.
Resultados
- O paciente apresentou melhora nos sinais vitais e na goniometria ao longo do período de intervenção.
- A dorsiflexão aumentou de 24º para 25º, e a plantiflexão de 65º para 66º.
- A inversão e eversão mantiveram-se em 15º.
Discussão
- A reabilitação de lesões fibulares resulta em melhorias significativas na dor, amplitude de movimento, força e funcionalidade.
- A intervenção fisioterapêutica precoce é essencial após a cirurgia, com abordagens semelhantes às do tratamento conservador.
- Priorizar a redução da dor e da inflamação com recursos eletrotermofototerapêuticos.
- Introduzir exercícios para melhorar a amplitude de movimento, lubrificar a cartilagem articular e mobilizar a patela.
- Alongamentos passivos e ativo-assistidos são incorporados para aumentar a flexibilidade e reduzir encurtamentos musculares.
- Treino de marcha estimulando a ativação muscular e os receptores proprioceptivos.
- Fortalecimento muscular com exercícios isométricos, isotônicos e de cadeia cinética fechada e aberta.
- Treinamento proprioceptivo é fundamental para restaurar a cinestesia articular.

Implicações
- A fisioterapia desempenha um papel essencial na reabilitação de casos envolvendo o tendão fibular.
- Contribui para a redução da dor, diminuição do edema, ampliação da amplitude de movimento, restauração da força muscular e melhoria da funcionalidade pós-operatória.
- Programas personalizados de fisioterapia ajudam a restaurar a mobilidade, fortalecer os músculos e prevenir complicações.
- Acompanhamento contínuo e monitorização regular são fundamentais para identificar e tratar precocemente eventuais complicações.
Conclusão
Este estudo de caso reforça a importância da fisioterapia individualizada na reabilitação pós-operatória de tendinite fibular. A combinação de terapia manual, exercícios de fortalecimento e propriocepção, adaptados às necessidades do paciente, pode otimizar a recuperação funcional e minimizar o risco de complicações. No entanto, a literatura revisada destaca a necessidade de mais estudos com amostras maiores para validar os achados e desenvolver protocolos de tratamento específicos e otimizados.