Resumo de Relatório em Terapia Ocupacional para Educação Infantil
Este relatório descreve as observações e intervenções realizadas durante as sessões de terapia ocupacional com Maria Fernanda, uma criança autista de 3 anos. As sessões ocorrem duas vezes por semana, com duração de 40 minutos cada. A criança apresenta hiperfoco em telas e músicas, além de dificuldades relacionadas à aceitação de comandos, toques e atividades sensoriais. O objetivo é compreender seu comportamento e planejar estratégias que promovam seu desenvolvimento e bem-estar.
Comportamento da Criança
- Maria Fernanda demonstra forte hiperfoco em dispositivos eletrônicos e músicas, interrompendo o choro apenas ao ter contato com o celular.
- Apresenta resistência a comandos verbais, não verbaliza e não aceita contato físico, como toques e abraços.
- Recusa sentar ou deitar no colchonete e não aceita o balanço utilizado na integração sensorial.
- Mostra aversão a texturas como slime, massinha e areia cinética, o que dificulta a exploração sensorial.
- Em casa, a mãe relata que a criança chora frequentemente e evita ambientes fechados, indicando possível desconforto sensorial.
Conduta e Intervenções da Terapeuta Ocupacional
- A terapeuta adota uma postura acolhedora e respeitosa, respeitando os limites da criança e evitando forçar o contato físico.
- Estratégias de manejo sensorial são implementadas de forma gradual, buscando minimizar a ansiedade e o desconforto.
- São utilizados recursos auditivos e visuais para captar a atenção da criança, sempre respeitando seu hiperfoco.
- A terapeuta trabalha para estabelecer uma rotina previsível e segura, favorecendo a redução do estresse durante as sessões.
- Observa-se a necessidade de envolver a família para alinhamento das estratégias e suporte no ambiente doméstico.
Aspectos Técnicos e Observações Clínicas
- A resistência ao toque e a recusa em participar de atividades sensoriais indicam hipersensibilidade tátil, comum em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
- O comportamento de hiperfoco em telas pode ser interpretado como uma forma de autorregulação sensorial e busca por controle.
- A não verbalização e a recusa em aceitar comandos sugerem desafios na comunicação social e na interação, que devem ser abordados com técnicas específicas.
- A terapia ocupacional visa promover a autorregulação, ampliar o repertório sensorial e estimular a comunicação não verbal.
- A colaboração com a família é essencial para o sucesso do tratamento, especialmente para manejo do comportamento em casa.
Conclusão: Recapitulação dos Pontos Principais
Este relatório evidenciou que Maria Fernanda apresenta desafios sensoriais e comportamentais típicos do TEA, com hiperfoco em telas e aversão a estímulos táteis. A atuação da terapeuta ocupacional é pautada na escuta ativa, respeito aos limites da criança e uso de estratégias graduais para promover o desenvolvimento. A participação da família e o alinhamento das ações são fundamentais para o progresso da criança.
