Inglaterra no século XVII: Guerra Civil, Cromwell e Revolução Gloriosa
[Sequence 0] # Inglaterra no século XVII: poder, conflito e os limites do rei [Sequence 1: (a) Contextualized Situation] Imagine que você mora em uma cidade onde uma única pessoa decide — sozinha — quanto todo mundo vai pagar de imposto, quando (ou se) haverá eleições e quais religiões são permitidas. Essa pessoa não presta contas a ninguém, porque acredita ter sido escolhida diretamente por Deus. O que aconteceria se os moradores discordassem dessas decisões? Eles teriam alguma forma de reagir sem cair no caos? Essa não é uma situação inventada: foi exatamente o que os ingleses viveram no começo do século XVII. O rei Carlos I governava com base no chamado **direito divino**, a crença de que os monarcas respondiam somente a Deus e não precisavam do consentimento de mais ninguém para governar[[2]]. Mas na Inglaterra havia um Parlamento com raízes históricas profundas, e uma classe crescente de comerciantes, proprietários de terras e profissionais liberais que queriam participar das decisões do país[[1]]. A tensão entre essas duas visões de poder explodiu em uma guerra civil devastadora, passou por um experimento republicano que acabou se tornando uma ditadura, e chegou a uma revolução tão cuidadosamente planejada que quase não derramou sangue. A pergunta que acompanha todos esses eventos é a mesma que abre este capítulo: *como uma sociedade pode impedir que o poder político se concentre em uma única pessoa ou grupo, sem cair no caos?* Vamos investigar essa questão pelo caso inglês. **Images:** - https://storage.googleapis.com/teachy-classroom-contents/images/imported/d2f2edcbb7b2adf261087fe6da23826ff9b69a53c0eb6052fecf19f472730680.jpg — Retrato oficial do rei Carlos I, de Daniël Mijtens: o monarca está em pé, com cetro e coroa, projetando autoridade total | Attribution: Fonte: Daniël Mijtens - Metropolitan Museum [Sequence 2] Antes de mergulhar nessa investigação, vale ativar o que você já sabe. Responda individualmente e depois compare com a turma: 1. [I1] Você já ouviu falar em "monarquia absoluta"? O que você entende por esse termo? Dê um exemplo que você conheça. 2. [I2] Na sua opinião, o que pode acontecer quando uma única pessoa concentra todo o poder político de um país? Cite pelo menos uma consequência. 3. [I3] No Brasil, existe algum mecanismo que limita o poder do presidente ou do governo? Qual? Como ele funciona? [Sequence 3] ## O que estava em jogo? Olhe para o mapa da Inglaterra em 1643. Metade do país estava em vermelho (controle dos Realistas, apoiadores do rei), a outra metade em azul (controle do Parlamento). Dois lados, dois projetos de sociedade, uma guerra. **Images:** - https://storage.googleapis.com/teachy-classroom-contents/images/imported/764e09435c7879845678a2536c793a6f574a9f2f2394eb49929d0b094af102fd.jpg — Mapa colorido da Inglaterra e Gales em 9 de dezembro de 1643, mostrando em vermelho os territórios realistas e em azul os territórios parlamentaristas | Attribution: Fonte: The British Library - Wikimedia Commons Em duplas, observem o mapa e discutam: - Que regiões o rei controlava? Que regiões o Parlamento controlava? - Qual dos dois lados vocês acham que tinha mais acesso a portos e comércio marítimo? Por que isso poderia importar em uma guerra? - Por que vocês imaginam que a capital Londres estava do lado do Parlamento? Não há resposta única — o objetivo é levantar hipóteses que a investigação vai confirmar ou corrigir. Registrem suas ideias para retomar depois. [Sequence 4] ## Da espada ao papel: como a Inglaterra mudou de forma O século XVII inglês pode ser lido como três atos de uma mesma peça — cada um com seu protagonista, seu conflito e sua consequência. ### A Guerra Civil Inglesa (1642–1651) No centro do conflito estavam os desentendimentos sobre religião, o uso abusivo do poder real e as políticas econômicas que prejudicavam comerciantes e proprietários rurais[[1]]. O ponto de ignição chegou quando Carlos I convocou o Parlamento em 1640 para conseguir dinheiro e sufocar uma rebelião na Escócia[[2]]. O Parlamento, em vez de simplesmente entregar os recursos, aproveitou a oportunidade para impor limites ao rei. Carlos I recusou. A guerra começou. O conflito durou de 1642 a 1651, em três fases distintas. Do lado parlamentarista surgiu uma inovação militar sem precedentes: o **Novo Exército Modelo** (New Model Army), o primeiro exército nacional inglês formado por soldados profissionais treinados[[1]]. Esse exército não era organizado por lealdade a um nobre local, mas por disciplina e competência — uma ruptura profunda com a lógica feudal. O custo humano foi enorme: até 200.000 pessoas morreram, cerca de 4,5% da população inglesa da época[[1]]. Em 1649, o impensável aconteceu: Carlos I foi julgado por traição e decapitado[[2]]. Era a primeira e única vez que um monarca britânico seria executado por decisão de um tribunal. A monarquia foi abolida, e a Inglaterra se tornou uma república. A guerra também revelou fraturas sociais profundas. Muitos soldados do Novo Exército Modelo vinham de camadas populares e esperavam que a vitória parlamentarista trouxesse não apenas mudanças políticas, mas também reforma nas condições de vida, acesso à terra e tolerância religiosa — expectativas que o novo regime logo decepcionaria. **Images:** - https://storage.googleapis.com/teachy-classroom-contents/images-v2/bbd2b4e8-650f-4482-9296-bc917ff97eb8/imported/v2_0_6.jpg — Pintura da Batalha de Naseby (1645): cavalaria e infantaria em combate intenso; esta batalha foi o ponto decisivo da vitória parlamentarista sobre o exército do rei | Attribution: Fonte: Manually imported [chapter-section: Múltiplas perspectivas] O historiador Christopher Hill argumentou que a Guerra Civil Inglesa foi uma verdadeira revolução social — não apenas uma disputa entre o rei e o Parlamento, mas uma transformação das relações de poder na sociedade inglesa. Outros historiadores, como J. Morrill, preferem ver o conflito como uma "guerra civil britânica" que envolveu Escócia, Irlanda e Inglaterra simultaneamente, com motivações religiosas muito mais centrais do que as econômicas[[4]]. Qual dessas leituras parece mais convincente para vocês, com base nas fontes e evidências que investigaram neste capítulo? O que cada perspectiva ajuda a enxergar — e o que cada uma pode deixar de lado? ### O Interregno e a República de Cromwell (1649–1660) Com o rei morto e a monarquia abolida, quem governaria a Inglaterra? Repare que essa pergunta parece simples, mas esconde uma tensão: quem tem autoridade para mandar quando não existe mais um rei? Oliver Cromwell emergiu como o líder central da nova república, chamada **Commonwealth** (bem comum). Mas governar um país sem a legitimidade da coroa se revelou muito mais difícil do que derrotar um exército. Cromwell era um militar brilhante, mas seu regime ficou cada vez mais autoritário. Ele dissolveu o próprio Parlamento quando este contrariou seus planos e governou com crescente poder pessoal. A partir de 1653, assumiu o título de **Lorde Protetor**, numa fase conhecida como **Protetorado**. O que deveria ser uma república se transformou, na prática, em uma ditadura militar — uma contradição que enfraqueceu sua base de apoio. Quando Cromwell morreu em 1658, ficou claro que seu governo havia perdido legitimidade popular[[2]]. Os ingleses não queriam mais um governo imposto pela força militar. Em 1660, o Parlamento convidou Carlos II — filho do rei executado — de volta ao trono[[2]]. A monarquia estava restaurada, mas não era mais a mesma: a experiência republicana havia demonstrado que poder sem legitimidade institucional não sobrevive. **Images:** - https://storage.googleapis.com/teachy-classroom-contents/images/imported/69f034f2b3da7b78eb5257b01e34a5ba8b827e8e5baeffbf35c2aab91fb79477.jpg — Retrato de Oliver Cromwell por Robert Walker (c. 1649): Cromwell em armadura militar, com bastão de comando, diante de um cenário de céu dramático | Attribution: Fonte: Robert Walker - Wikimedia Commons [chapter-section: Você acredita?] Cromwell recusou o título de rei quando lhe foi oferecido pelo Parlamento em 1657, mas governou como um monarca em quase tudo: nomeou seu próprio filho para sucedê-lo, dissolveu assembleias ao seu bel-prazer e manteve um exército permanente à sua disposição. Como é possível alguém lutar contra o poder absoluto de um rei e acabar exercendo um poder semelhante? O que vocês acham que explica essa contradição? ### A Revolução Gloriosa e a Declaração de Direitos (1688–1689) A restauração da monarquia em 1660 não encerrou as tensões. O sucessor de Carlos II, Jaime II, alarmou o Parlamento ao demonstrar simpatias pelo catolicismo e ao tomar medidas que pareciam apontar para um governo absoluto[[5]]. O Parlamento não estava disposto a repetir o ciclo da Guerra Civil. A solução foi mais cirúrgica: parlamentaristas convidaram **Guilherme de Orange**, príncipe protestante da Holanda e marido da filha inglesa de Jaime II, a assumir o trono. Guilherme desembarcou em novembro de 1688; Jaime II fugiu sem resistir. A revolução foi praticamente sem derramamento de sangue — por isso ficou conhecida como **Revolução Gloriosa**[[5]]. A condição para Guilherme e Maria assumirem o trono como co-monarcas foi aceitar a **Declaração de Direitos** (Bill of Rights) de 1689[[3]]. Inspirada nas ideias do filósofo John Locke sobre o consentimento dos governados, a Declaração estabeleceu regras claras[[3]]: o rei não podia cobrar impostos nem manter um exército sem aprovação parlamentar; o Parlamento teria eleições regulares e liberdade de expressão; punições cruéis foram proibidas. Outros documentos completaram o novo arranjo político[[3]]: o **Ato de Tolerância** (1689) garantiu liberdade religiosa aos protestantes não anglicanos; o **Ato Trienal** (1694) exigiu eleições a cada três anos; o **Ato de Estabelecimento** (1701) regulou a sucessão ao trono por lei. A Inglaterra havia chegado à primeira **monarquia constitucional** da Europa — um sistema em que o poder do monarca é limitado por leis e pela soberania do Parlamento[[5]]. Vale notar, porém, que esse Parlamento representava apenas os proprietários de terras e comerciantes ricos — homens, em sua maioria anglicanos. Católicos, mulheres, trabalhadores e irlandeses ainda ficavam de fora. A Declaração de Direitos foi um avanço real, mas também um avanço incompleto. **Images:** - https://storage.googleapis.com/teachy-classroom-contents/images/imported/d3207f7453e646624796f1a9504143e68fea785300e3b91741122bf44d8a18fe.jpg — Pintura mostrando o desembarque de Guilherme de Orange em Torbay, 5 de novembro de 1688: frota holandesa e tropas na costa inglesa | Attribution: Fonte: Wikimedia Commons ### O que fica de herança? Os princípios codificados em 1689 — aprovação parlamentar de impostos, eleições regulares, proibição de punições cruéis — viajaram mundo afora[[3]]. Os colonos ingleses na América do Norte cresceram conhecendo esses debates; quando fundaram os Estados Unidos, transportaram muitos desses princípios para a nova Constituição[[5]]. No Brasil, a Constituição de 1988 também contempla garantias análogas: aprovação do orçamento pelo Congresso, eleições regulares, proibição de penas degradantes. Pense no seguinte: quando o Congresso Nacional brasileiro vota o orçamento federal, ou quando o Supremo Tribunal Federal derruba uma lei inconstitucional, esses mecanismos têm raízes na experiência inglesa do século XVII. A pergunta que abre este capítulo — como evitar que o poder se concentre em uma pessoa — encontrou na Inglaterra uma resposta institucional: documentos, eleições e leis que ninguém, nem o próprio rei, pode ignorar. [chapter-section: Entre saberes] As ideias de John Locke sobre o consentimento dos governados e os limites do poder político estão na base tanto da Declaração de Direitos inglesa de 1689 quanto da Declaração de Independência dos Estados Unidos de 1776. Em Filosofia, vocês podem investigar como Locke entendia o "contrato social" e como essa ideia atravessa séculos até chegar às democracias de hoje. Em Língua Portuguesa, a análise de documentos históricos como a Declaração de Direitos é um exercício de leitura de texto argumentativo com intenção política — algo presente também em editais, manifestos e propostas de lei que circulam no Brasil contemporâneo. [INTERACTIVE: a1-mm | Explore o mapa mental interativo sobre os três eventos centrais do século XVII inglês — Guerra Civil, Interregno e Revolução Gloriosa — na plataforma Teachy] [Sequence 5] ## Na prática Agora que você explorou os três grandes momentos do século XVII inglês, é hora de testar a compreensão antes de avançar para os exercícios de transferência. **1.** [P1] A Guerra Civil Inglesa (1642–1651) foi um dos conflitos mais violentos da história inglesa. Sobre suas causas e consequências imediatas, relacione cada elemento com sua descrição correta. | Elemento | Descrição | |---|---| | I. Direito divino dos reis | ( ) Primeiro exército nacional inglês, formado por soldados profissionais treinados | | II. Novo Exército Modelo | ( ) Crença de que o rei respondia apenas a Deus, sem prestação de contas ao Parlamento | | III. Interregno | ( ) Período (1649–1660) em que a Inglaterra foi governada sem monarca | | IV. Protetorado | ( ) Regime militar de Oliver Cromwell a partir de 1653 | A sequência correta é: a) II – I – III – IV b) I – II – IV – III c) III – I – II – IV d) II – III – I – IV **Gabarito:** a) --- **2.** [P2] Em 1649, Carlos I foi julgado e executado — o único monarca britânico a ser morto por decisão de um tribunal. Após sua morte, a monarquia foi abolida e a Inglaterra tornou-se uma república. Sobre esse período, é correto afirmar que: a) A república inglesa foi amplamente aceita e durou mais de cinquenta anos, tornando-se modelo para outros países europeus. b) Oliver Cromwell governou como general e líder político, mas seu regime perdeu apoio popular, e após sua morte, em 1658, os ingleses pediram o retorno da monarquia. c) O Parlamento foi fortalecido durante o Protetorado de Cromwell, que promoveu eleições regulares e garantiu liberdades civis plenas. d) A execução de Carlos I foi aprovada por unanimidade no Parlamento, demonstrando o consenso político da época. **Gabarito:** b) [Sequence 6] ## Exercícios **3.** [D1] Leia o trecho a seguir. > "Se você observar a Inglaterra no século XVII, verá que é uma potência de segunda classe, levando um embaixador inglês, em 1640, a dizer que seu país não gozava de qualquer consideração no mundo. O que era verdade. Mas já no começo do século XVIII, a Inglaterra é a maior potência mundial. Logo, alguma coisa aconteceu no meio disso. E eu creio que o que houve no meio foram a Guerra Civil e a Revolução que tiveram efeitos fundamentais. [...] O resultado foi que, se a Inglaterra no século XVII era importadora de cereais e padecia de fome e escassez, no fim desse século já era exportadora e não havia mais fome. Tudo isso, como é óbvio, convergiu para a irrupção da Revolução Industrial no final do século seguinte." > > (Trecho da entrevista feita com o historiador Christopher Hill à Folha de S. Paulo, em 10.08.1988.) Sobre as revoluções inglesas ocorridas no século XVII, é correto afirmar que a) o processo dessas revoluções foi inspirado nos ideais iluministas do século XVIII culminando, assim como na França, na decapitação do rei. b) Oliver Cromwell, apesar de ter comandado os yeomen, acabou derrotado pelas tropas leais ao rei. c) foram um movimento que retardou a chegada da Revolução Industrial por terem levado a nação a afundar-se numa guerra civil sem fim. d) serviram para fortalecer a figura do rei e da monarquia absolutista em detrimento do Parlamento e da gentry. e) estabeleceram uma nova realidade política e religiosa, pois o Parlamento consolidou seus direitos, e os não anglicanos tiveram garantia de tolerância religiosa. **Gabarito:** e) (Fonte: FATEC) --- **4.** [D2] As chamadas "revoluções inglesas", transcorridas entre 1640 e 1688, tiveram como resultados imediatos a) a proclamação dos Direitos do Homem e do Cidadão e o fim dos monopólios comerciais. b) o surgimento da monarquia absoluta e as guerras contra a França napoleônica. c) o reconhecimento do catolicismo como religião oficial e o fortalecimento da ingerência papal nas questões locais. d) o fim do anglicanismo e o início das demarcações das terras comuns. e) o fortalecimento do Parlamento e o aumento, no governo, da influência dos grupos ligados às atividades comerciais. **Gabarito:** e) (Fonte: FUVEST) --- **5.** [R1] A Revolução Gloriosa de 1688 é chamada de "gloriosa" por historiadores por ter sido praticamente sem derramamento de sangue. Leia a afirmação a seguir e responda. > "O período começou com monarcas absolutos governando pela graça de Deus e terminou com um novo modelo de monarquia constitucional sob leis criadas pelo Parlamento." > (OpenStax/Teach Democracy, 2024) Com base nessa afirmação e no que você estudou, explique **duas** consequências políticas da Revolução Gloriosa que transformaram a relação entre o monarca e o Parlamento na Inglaterra. Em sua resposta, mencione pelo menos um documento ou lei aprovado nesse período. **Gabarito orientador:** Dois dos seguintes pontos: (1) a Declaração de Direitos de 1689 proibiu impostos sem aprovação parlamentar e garantiu eleições regulares; (2) o monarca passou a ser subordinado às leis aprovadas pelo Parlamento; (3) o rei não pode manter exército ou suspender leis sem consentimento parlamentar. Menção ao Ato de Tolerância (1689) ou ao Ato Trienal (1694) é valorizada. --- **6.** [R2] Observe o quadro comparativo a seguir. | Aspecto | Antes da Revolução Gloriosa (1688) | Depois da Revolução Gloriosa | |---|---|---| | Poder de tributar | Prerrogativa do rei | Exige aprovação parlamentar | | Exército permanente | Mantido pelo rei sem restrições | Depende de autorização do Parlamento | | Eleições | Convocadas ao arbítrio do rei | Obrigatórias a cada três anos (Ato Trienal, 1694) | | Sucessão ao trono | Definida pelo monarca | Regulada por lei (Ato de Estabelecimento, 1701) | Com base no quadro e em seus conhecimentos, escolha **uma** das mudanças listadas e explique por que ela foi importante para consolidar o modelo de monarquia constitucional inglesa. Apresente um argumento apoiado em evidências históricas. **Gabarito orientador:** Qualquer mudança é válida. A resposta deve identificar a mudança, explicar por que ela limitou o poder monárquico ou fortaleceu o Parlamento, e relacioná-la a uma evidência histórica concreta. Respostas com argumento causal recebem pontuação máxima. [INTERACTIVE: d-rp | Escaneie para responder a questão discursiva na plataforma Teachy e receber comentário automático sobre sua resposta] [Sequence 7] ## Tarefa: o boletim do correspondente histórico **7.** [T1] Você é um correspondente histórico enviado de volta no tempo para Londres, em 1689 — logo após a assinatura da Declaração de Direitos. Seu trabalho é produzir um **boletim informativo de uma página** (físico ou digital) explicando para habitantes de uma cidade brasileira do século XXI o que mudou na Inglaterra e por que essa mudança importa até hoje. Seu boletim deve: - **Contextualizar** o que era a monarquia absoluta e por que ela gerava conflitos - **Explicar** pelo menos duas mudanças concretas trazidas pela Declaração de Direitos de 1689 - **Relacionar** essas mudanças com algum princípio que ainda existe em democracias contemporâneas (por exemplo: aprovação de orçamento pelo Congresso, eleições regulares, proibição de punições cruéis) - **Usar linguagem acessível**, como se você estivesse explicando para alguém que nunca ouviu falar do assunto Formatos possíveis: boletim impresso (desenho e texto à mão), infográfico digital, post de rede social com 3 a 5 cards, ou vídeo curto de até 2 minutos. Depois de pronto, publique ou compartilhe além da sala: mande para outro grupo da escola, poste nas redes sociais com uma hashtag combinada com a turma, ou apresente para uma turma do 7º ano. Depois discutam: quais conexões com o Brasil de hoje foram mais surpreendentes? [Sequence 8] ## O que você descobriu? Lembra da cidade imaginária do início deste capítulo — aquela em que uma única pessoa decidia impostos, eleições e religião sem prestar contas a ninguém? A Inglaterra do século XVII viveu exatamente isso, e levou décadas de conflito para encontrar uma resposta institucional: leis escritas, parlamentos eleitos regularmente e documentos que nenhum rei pode ignorar. **8.** [S1] Agora que você investigou a Guerra Civil Inglesa, o governo de Cromwell e a Revolução Gloriosa, escreva um parágrafo respondendo à pergunta que abre este capítulo: *como uma sociedade pode impedir que o poder político se concentre em uma única pessoa ou grupo, sem cair no caos?* Use pelo menos dois exemplos concretos do que você estudou para sustentar sua resposta. > O que mudou na sua visão sobre esse problema depois de estudar o caso inglês? Que dúvidas ainda permanecem? **Gabarito orientador:** Respostas satisfatórias devem reconhecer a tensão entre autoridade e controle do poder; citar ao menos dois eventos ou documentos (ex.: execução de Carlos I como consequência do absolutismo; Bill of Rights como solução institucional); e apontar algum limite ainda aberto (ex.: quem estava de fato representado no Parlamento inglês em 1689?). **Auto-avaliação:** | O que eu consigo fazer | Ainda preciso praticar | Já consigo fazer | Domino completamente | |---|---|---|---| | Explicar o que foi a Guerra Civil Inglesa e por que ela aconteceu | ( ) | ( ) | ( ) | | Descrever o governo de Cromwell e por que ele entrou em colapso | ( ) | ( ) | ( ) | | Explicar o que foi a Revolução Gloriosa e a Declaração de Direitos | ( ) | ( ) | ( ) | | Avaliar consequências políticas e sociais desses eventos para o Estado inglês | ( ) | ( ) | ( ) | | Relacionar os princípios do século XVII com democracias contemporâneas | ( ) | ( ) | ( ) | [INTERACTIVE: a2-rt | Acesse o tutor de revisão na plataforma Teachy para rever os conceitos principais do capítulo e testar o que você aprendeu]
Precisa de slides customizados para suas aulas?
Eu consigo gerar slides, atividades, resumos e 60+ tipos de materiais. Isso mesmo, nada de noites mal dormidas por aqui :)
Faça parte de uma comunidade de professores direto no seu WhatsApp
Conecte-se com outros professores, receba e compartilhe materiais, dicas, treinamentos, e muito mais!
Soluções
2026 - Todos os direitos reservados