Resumo de Literatura: Simbolista e Parnasiana

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Lara da Teachy


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Literatura: Simbolista e Parnasiana

Em uma manhã chuvosa, dentro das paredes sólidas e centenárias de um colégio antigo, os alunos do 2º ano do Ensino Médio aguardavam ansiosamente pela aprovação da professora em ativar o projetor. A aula de hoje prometia uma jornada literária inesquecível, uma verdadeira viagem no tempo. Como um feitiço, a sala se transformou em uma biblioteca encantada, rica em detalhes, com prateleiras de carvalho repletas de livros antigos, e cada canto parecia sussurrar segredos do passado.

Os alunos, ainda desorientados pelo súbito teletransporte, começaram a explorar a misteriosa biblioteca. Cada passo que davam, sons de páginas folheando ecoavam pelas paredes, e a iluminação oscilava como se as palavras dos livros emanassem luz própria. De repente, um som intrigante e ritmado, como um coração pulsante, guiou-os a uma porta dourada, reluzente e ornada com intrincados entalhes. Com uma mistura de curiosidade e receio, os estudantes abriram a porta e foram surpreendidos por dois espectros de poetas.

O primeiro espectro, trajando uma túnica branca que parecia feita de névoa, tinha uma aura etérea e introspectiva. Ele representava o simbolismo, um movimento literário que mergulhava nas profundezas da alma humana. Ao lado dele, um segundo fantasma, vestido em um elegante terno, exalava a imponência do parnasianismo, com sua obsessão pela forma e perfeição. Os poetas, como guias da alma literária, revelaram que a biblioteca escondia os segredos de ambos os movimentos e que os alunos precisariam desvendá-los demonstrando seu entendimento sobre as características de cada um.

Retomando as explicações da aula, o fantasma simbolista propôs o primeiro enigma: 'Para avançarem, devem me contar qual é a principal característica que diferencia o Simbolismo do Parnasianismo?' Os alunos, ainda absorvendo o ambiente místico, começaram a discutir entre si. Recordaram-se das lições sobre a subjetividade e introspecção do Simbolismo, contrastando com a objetividade e busca pela perfeição formal do Parnasianismo. Ao responderem corretamente, um portal de luz emergiu do chão, e todos foram tragados para um universo onírico de poesia e simbolismo.

Nesse novo cenário, flutuavam entre nuvens nebulosas, com paisagens carregadas de símbolos e mistérios. O poeta simbolista começou a declamar versos de Cruz e Sousa, enquanto as nuvens formavam imagens etéreas que narravam as metáforas e simbolismos contidas em suas palavras. A atmosfera era carregada de um mistério que fazia pulsar o coração de quem ouvia, como se cada símbolo revelado fosse um pedaço de um sonho vivido. Porém, uma nova questão emergiu: 'Quem são os principais autores de cada movimento?'

Os alunos se agruparam novamente, e rapidamente identificaram Olavo Bilac como o principal foco do Parnasianismo e Cruz e Sousa como o ícone do Simbolismo. A resposta correta desencadeou uma série de eventos mágicos, fazendo com que o ambiente onírico vibrasse e, de repente, os transportasse para um majestoso palácio de mármore branco. As colunas, arcadas e esculturas do palácio refletiam a sofisticação e precisão do parnasianismo, uma verdadeira celebração da forma ideal.

Dentro do palácio, os alunos notaram a precisão dos detalhes arquitetônicos, as estátuas pareciam quase ganhar vida de tão perfeitas. No topo de uma escadaria majestosa, aguardava o próximo desafio: 'Como os temas abordados pelo Simbolismo diferem dos temas do Parnasianismo?' A sala, agora tão familiar, parecia ecoar as palavras da professora, e os alunos lembraram-se de como o Simbolismo explorava a subjetividade, os sonhos e os mistérios da alma humana. Em contrapartida, o Parnasianismo se concentrava na objetividade, na descrição minuciosa e na celebração da forma estética.

Ao acertarem essa questão, o palácio se transformou magicamente em um vasto salão de encontros literários. Na atmosfera elegante e efervescente, puderam observar debates intensos entre autores dos dois movimentos literários, esculpidos em mármore e papel, trocando suas ideias e visões de mundo. Por fim, um último obstáculo se apresentou na forma de uma porta secreta com a inscrição: 'De que forma os contextos históricos influenciaram cada um desses movimentos literários?'.

Esta questão fez os alunos pensarem profundamente. Lembraram-se do contexto pós-romântico em que o Simbolismo surgiu como resposta ao sentimentalismo romântico, buscando explorar os mistérios e complexidades do inconsciente. O Parnasianismo, por outro lado, surgiu em resposta ao excesso de subjetividade romântica, voltando-se ao classicismo e às formas perfeitas, refletindo o positivismo e o racionalismo da época.

Ao desvendarem o último mistério, a biblioteca mágica lentamente começou a desaparecer, retornando-os à realidade de sua sala de aula. Com corações e mentes cheios de novas descobertas e experiências emocionantes, olhavam-se uns aos outros, cientes de que jamais esqueceriam essa jornada. Eles não apenas compreendiam os movimentos literários de forma teórica, mas agora possuíam uma vivência emocional e prática do Simbolismo e Parnasianismo, enriquecida por enigmas e descobertas que os preparariam para qualquer desafio literário futuro.


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