Plano de aula de Referência Extratextual

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Lara da Teachy


Língua Portuguesa

Original Teachy

'EM13LGG102'

Referência Extratextual

Língua e Linguagem – Referência Extratextual

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Materiais Necessários: Cartões Culturais impressos com expressões/nomes culturais, Quadro branco, Marcadores para quadro, Flipchart, Cartolinas ou folhas impressas com trechos textuais, Passagens impressas com trechos contendo referência situacional e extratextual, Fichas de anotação com colunas “Situacional” e “Extratextual”, Bilhetes de Exit Ticket, Cartões de referência com trechos de textos contendo diferentes tipos de referência, Sinalizadores verde e vermelho

Palavras-chave: referência extratextual, cohesão referencial, contexto cultural, inferência, referência situacional, atividades em grupo, avaliação formativa, ensino de língua portuguesa, recursos digitais, diferenciação

Gancho Inicial

Para despertar a curiosidade dos alunos, apresente no quadro a expressão “Como um verdadeiro Sísifo, ela enfrentou o desafio” e pergunte:

  • “Quem é Sísifo? Vocês conhecem essa história?”

Visão Geral da Aula

Nesta aula, os estudantes vão explorar o conceito de referência extratextual, compará-lo com a referência situacional e praticar sua identificação em exemplos reais. Ao compreender como o conhecimento de fora do texto interfere na leitura, eles ficarão mais preparados para interpretar notícias, crônicas e outros gêneros textuais.

Objetivos de Aprendizagem

Ao final da aula, os alunos serão capazes de:

  • Reconhecer referências que dependem de conhecimentos externos ao texto.
  • Diferenciar referência extratextual de referência situacional.
  • Justificar por que determinado elemento textual exige consulta ao mundo cultural ou histórico.

Tempo Estimado

Aproximadamente 50 minutos.


Atividade de Aquecimento e Ativação

Duração: 5–7 minutos
Objetivo: ativar conhecimentos prévios sobre referência e contexto, sensibilizando os alunos para diferenças entre referência situacional e extratextual.

  1. Propósito Pedagógico

    • Trazer à tona exemplos de referências que dependem de saberes externos ao texto.
    • Acordar a curiosidade sobre como o contexto cultural ou histórico interfere no entendimento.
  2. Passos para o Professor

    1. Distribuição dos “Cartões Culturais” (3 minutos)

      • Prepare previamente pequenos cartões com expressões, citações ou nomes que só fazem sentido com conhecimento prévio (por ex.: “Luke, eu sou seu pai”, “Sextou!”, “Sísifo”).
      • Em grupos de 3, cada aluno lê um cartão e indica:
        • Se entendeu imediatamente (sim/não)
        • Que informação extra precisaria para compreender plenamente
      • Enquanto circula, pergunte:
        • “O que vocês acham que é preciso saber para entender essa frase?”
        • “Sem esse contexto, o que fica confuso?”
    2. Roda de Palavra-Âncora (2–4 minutos)

      • No quadro, escreva duas palavras-chaves: ELA e SÍSIFO.
      • Peça ao grupo que sugira possíveis referentes para cada termo e classifique-os rapidamente:
        1. Referência interna (vem do texto)
        2. Referência externa (vem de fora do texto)
      • Anote em duas colunas no quadro as respostas dos alunos.
    3. Transição para a Atividade Central

      • Retome com breve comentário:
        “Vimos que algumas expressões só funcionam se conhecermos um filme, um meme ou um mito. Agora vamos aprofundar como identificar e diferenciar essas referências no texto.”
  3. Materiais

    • Cartões impressos com expressões/nomes culturais
    • Quadro e marcador para as colunas “Interna” e “Externa”
  4. Dicas de Gestão

    • Mantenha o ritmo: limite cada etapa a no máximo 3 minutos.
    • Valorize todas as contribuições, anotando-as de forma visível.
    • Use exemplos de cultura pop e de literatura clássica para abarcar diferentes realidades do grupo.

Atividade Central de Aprendizagem

Duração: 20–35 minutos
Objetivo: Explorar o conceito de referência extratextual, diferenciá-lo da referência situacional e praticar sua identificação em exemplos reais.

1. Propósito Pedagógico

Esta atividade permite que os alunos:

  • Reconheçam referências que dependem de conhecimentos externos ao texto.
  • Comparem referências extratextuais com as situacionais, consolidando a compreensão de coesão referencial.
  • Desenvolvam habilidades inferenciais ao relacionar texto e contexto social/cultural.

2. Passos para o Professor

  1. Introdução Rápida (2 minutos)

    • Recorde brevemente o conceito de coesão referencial e peça exemplos de pronomes ou sinônimos já vistos.
    • Oriente: “Hoje vamos focar em referências que só fazem sentido quando pensamos fora do texto.”
  2. Análise Guiada de Exemplos (10–12 minutos)

    • Distribua duas pequenas passagens impressas para cada dupla de alunos. Cada passagem deve conter:
      1. Trecho A com referência situacional (ex.: “ela” referindo-se à personagem mencionada no parágrafo anterior).
      2. Trecho B com referência extratextual (ex.: menção a “Sísifo” sem que o mito esteja no texto).
    • Instrua as duplas a sublinhar as referências e anotar, em duas colunas, por que cada caso depende ou não do contexto externo.
    • Enquanto circula pela sala, faça perguntas como:
      • “Que informação vocês precisariam para entender este nome?”
      • “Esse elemento está vinculado apenas ao texto ou a algo que o leitor já deve conhecer?”
  3. Compartilhamento e Debate (8–10 minutos)

    • Convide representantes de cada dupla para apresentar seu exemplo e justificativa.
    • Registre no quadro as características apontadas:
      • Referência Situacional: interna, exige ligação a um antecedente textual imediato.
      • Referência Extratextual: exige conhecimento de mundo, cultura ou outras obras.
    • Pergunte a todos: “Como isso muda a forma de interpretar o texto?”
  4. Exercício de Aplicação Individual (8–10 minutos)

    • Entregue um breve texto de jornal ou revista (fragmento real).
    • Peça que identifiquem ao menos três referências e classifiquem-nas como situacionais ou extratextuais.
    • Solicite que expliquem, em frase curta, qual conhecimento externo é acionado em cada referência extratextual.
  5. Fechamento (2–3 minutos)

    • Relembre os critérios de diferenciação.
    • Pergunte: “Por que entender referências extratextuais é importante para a leitura crítica?”

3. Perguntas-Chave para Estimular o Pensamento

  • “Que informações externas ao texto aparecem aqui?”
  • “Como seria a compreensão se o leitor não conhecesse esse dado?”
  • “Essa referência aprofunda ou dificulta a leitura?”

4. Dicas de Gestão e Diferenciação

  • Distribua exemplos de diferentes níveis de dificuldade: nomes de personagens literários, termos culturais e citações históricas.
  • Para alunos com menor familiaridade cultural, ofereça um glossário prévio ou imagens que contextualizem referências comuns.
  • Encoraje trocas de pares entre duplas mais avançadas e iniciantes para apoio mútuo.

5. Materiais e Recursos para esta Seção

  • Cartolinas ou folhas impressas com trechos textuais (ver Atividade para Estudantes).
  • Quadro ou flipchart para registro coletivo.
  • Fichas de anotação (duas colunas: “Situacional” e “Extratextual”).

6. Recursos Externos Recomendados


Avaliação e Verificação de Compreensão

Nesta etapa, você monitora em tempo real como os alunos internalizam o conceito de referência extratextual, diferenciando-o de outros tipos de referênciação (por exemplo, situacional). Utilize estratégias formativas e checkpoints rápidos ao longo da aula, culminando em um exit ticket que consolide o diagnóstico de aprendizagem.

1. Checkpoints Formativos Durante a Aula

  1. Perguntas de sondagem oral

    • A cada 10–12 minutos, faça uma pergunta rápida para a turma.
    • Exemplo: “Como a citação deste poema conecta-se a algo fora do texto?”
    • Propósito pedagógico: verificar se reconheceram que a referência extrapola o texto apresentado.
  2. Atividade de duplas — Cartões de referência

    • Distribua cartões com trechos de textos contendo diferentes tipos de referência.
    • Em duplas, alunos identificam se é extratextual ou situacional, justificando em uma frase.
    • Passe entre as duplas para conferir a argumentação e oferecer feedback imediato.
  3. Quiz relâmpago no quadro interativo

    • Projete 4 afirmações e peça que os alunos respondam com sinalizadores (verde/vermelho).
    • A correção coletiva é instantânea: destaque erros comuns e peça que reformulem em voz alta.
  4. Rótulo de compreensão no caderno

    • Ao final de cada bloco de conteúdo, oriente-os a escrever no rodapé da página:
      • “Entendi bem”, “Entendi parcialmente” ou “Não entendi”.
    • Isso cria autoavaliação e informa onde intervir com reforço.

2. Exit Ticket (5 minutos)

No último minuto da aula, distribua um pequeno bilhete com estas duas questões:

  1. Defina em sua própria frase o que é referência extratextual.
  2. Dê um exemplo real de referência extratextual que você já viu em outro contexto (livro, filme ou notícia).

Colete os bilhetes ao saírem. Analise:

  • Respostas corretas e exemplificação consistente: sinal verde.
  • Conceito confuso ou exemplo incorreto: sinal amarelo/vermelho — indicativo de reforço no próximo encontro.

3. Dicas de Gestão e Diferenciação

  • Para alunos com baixo domínio de escrita, permita responder oralmente ao lado do professor.
  • Use cartões coloridos para sinalizar imediatamente o nível de compreensão (verde, amarelo, vermelho).
  • Reserve 2–3 minutos após cada checkpoint para feedback coletivo ou individual breve.

Recursos para o Professor


Leitura Adicional e Recursos Externos

Orientações para o professor

  1. Pré-seleção e avaliação de confiabilidade

    • Acesse cada link e verifique se a linguagem e os exemplos estão atualizados.
    • Anote passagens-chave (definições, exemplos, exercícios) para destacar em aula.
  2. Integração ao planejamento

    • Escolha um ou dois recursos para consulta em sala e os demais como leitura complementar em casa ou para projetos de pesquisa.
    • Indique prazos claros e explique a finalidade de cada material (ex.: teoria, prática, atividade em grupo).
  3. Estratégia de apresentação

    • Em aula expositiva breve (10-15 min), mostre trechos do resumo didático e discuta rapidamente os conceitos.
    • Em seguida, forme duplas ou trios para explorar o artigo do ICMC, solicitando que identifiquem um exemplo de referência dêitica e coesão referencial.
  4. Atividade ampliada

    • Utilize a “Arte do Contexto” para trabalho colaborativo: cada grupo analisa uma mídia diferente e prepara um mini-relatório.
    • Oriente-os a relacionar as descobertas à teoria lida nos artigos.
  5. Perguntas de checagem e discussão

    • Quais diferenças vocês encontram entre referência intratextual, extratextual e dêitica?
    • Como a fundamentação teórica (Dias da Silva et al.) esclarece a atividade prática em mídia?
  6. Diferenciação e apoio

    • Para alunos com dificuldade de leitura acadêmica, forneça glossário de termos (coesão, dêixis, anáfora).
    • Para estudantes avançados, proponha uma breve resenha crítica do artigo da Academia.edu, relacionando-o a um texto literário trabalhado em classe.
  7. Avaliação e feedback

    • Solicite um relatório por escrito ou apresentação oral que faça uso de, pelo menos, duas fontes distintas da lista.
    • Use uma rubrica simples avaliando compreensão conceitual, aplicabilidade e clareza na exposição das referências.

Conclusão da Aula e Extensões

Atividade de Consolidação (5–8 minutos)

  1. Mapa de Referências no Quadro
    • No centro, desenhe duas colunas: Situacional e Extratextual.
    • Peça a três duplas que digam um exemplo trabalhado hoje e colem (ou escrevam) em cada coluna.
    • Discuta rapidamente: o que caracteriza cada tipo de referência?
  2. Quiz Relâmpago em Duplas
    • Cada dupla cria uma frase com referência situacional e outra com referência extratextual.
    • Trocam os cartões entre si e identificam o tipo, justificando em uma frase curta.

Perguntas de Reflexão

  • Como o conhecimento de mundo do leitor interfere na compreensão de uma referência extratextual?
  • Em que situações do dia a dia você já encontrou referências que só fazem sentido com informação externa?
  • Por que distinguir referências situacionais de extratextuais contribui para a leitura crítica?
  • Qual dos exemplos de hoje você achou mais desafiador e por quê?

Atividades de Extensão

  • Produção Textual: solicite que escrevam um parágrafo (5–7 linhas) para um blog ou jornal fictício, incluindo ao menos duas referências extratextuais e um breve glossário explicativo.
  • Pesquisa de Mídia: em grupos de 3, selecionem uma notícia, um trecho de vídeo ou música; identifiquem e classifiquem todas as referências situacionais e extratextuais, apresentando o resultado em um mural.
  • Diário de Leitura: proponha que, ao longo da semana, registrem em casa três referências extratextuais encontradas em textos, filmes ou conversas, anotando o conhecimento prévio acionado em cada caso.

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